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quarta-feira

Reflexão da 4ª-feira da 2ª Semana da Páscoa

Reflexão - Jo 3, 16-21


A vinda de Jesus ao mundo é a grande manifestação do amor misericordioso de Deus, que não quer a morte do pecador, mas que ele se converta e viva, e por isso manda o seu próprio Filho, não para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por ele, ou seja, pelo mistério de sua paixão, morte e ressurreição, todas as pessoas que querem viver segundo a luz, realizando as obras de Deus, e fugir das obras das trevas, fugir do pecado e das suas conseqüências, deixam de ser escravas do pecado e da morte e tornam-se livres, filhos e filhas de Deus, para viver segundo a graça e caminhar na esperança de que viverá eternamente junto de Deus.

SÃO MARCELINO DE CARTAGO - Santo do Dia 06 de abril



São Marcelino era um alto funcionário do Império Romano no século quinto, muito amigo de Santo Agostinho. Inclusive, algumas obras escritas pelo grande teólogo bispo Agostinho, partiram de consultas feitas por Marcelino. 

Vivia em Cartago, onde acumulava dois cargos: tabelião e tribuno. Bom pai de família e homem de notável honradez, Marcelino era conhecido pela sua bondade, sendo estimado por todos. Era muito religioso, reconhecido realmente como homem de muita fé e dedicação à Igreja, mas acabou sendo acusado por hereges donatistas.

O bispo Donato considerava inválido os sacramentos ministrados por religiosos em pecado. Ele defendia que os sacramentos só podiam ser ministrados por santos, e não por pecadores. Os seguidores do bispo Donato, portanto, se tornaram os donatistas e a Igreja se dividiu.

Quando Marcelino se opôs ao movimento donatista foi denunciado e caluniado como cúmplice do usurpador Heracliano e condenado à morte. Apenas um ano depois da execução da pena é que o erro da justiça romana foi reconhecido pelo próprio imperador Honório. Assim, a acusação foi anulada e a Igreja passou a reverenciar São Marcelino como mártir.

Seus últimos minutos de vida foram relatados por São Dâmaso, o qual afirma que, quando menino, ouviu do próprio carrasco o relato da morte dos dois mártires: “O perseguidor furioso ordenara que lhe fosse cortada a cabeça no meio de um bosque, para que ninguém soubesse onde estava o corpo. Esta é a história de seu triunfo”. 

Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR




sábado

Primeira Leitura do Sábado na Oitava da Páscoa

1ª Leitura - At 4,13-21

Quanto a nós, não nos podemos calar
sobre o que vimos e ouvimos.
Leitura dos Atos dos Apóstolos 4,13-21
Naqueles dias:
Os chefes dos sacerdotes, os anciãos e os escribas,
13ficaram admirados ao ver a segurança
com que Pedro e João falavam,
pois eram pessoas simples e sem instrução.
Reconheciam que eles tinham estado com Jesus.
14No entanto viam, de pé, junto a eles,
o homem que tinha sido curado.
E não podiam dizer nada em contrário.
15Mandaram que saíssem para fora do Sinédrio,
e começaram a discutir entre si:
16'O que vamos fazer com esses homens?
Eles realizaram um milagre claríssimo,
e o fato tornou-se de tal modo conhecido
por todos os habitantes de Jerusalém,
que não podemos negá-lo.
17Contudo, a fim de que a coisa
não se espalhe ainda mais entre o povo,
vamos ameaçá-los, para que não falem mais a ninguém
a respeito do nome de Jesus.'
18Chamaram de novo Pedro e João
e ordenaram-lhes que, de modo algum,
falassem ou ensinassem em nome de Jesus.
19Pedro e João responderam:
'Julgai vós mesmos, se é justo diante de Deus
que obedeçamos a vós e não a Deus!
20Quanto a nós, não nos podemos calar
sobre o que vimos e ouvimos.'
21Então, insistindo em suas ameaças,
deixaram Pedro e João em liberdade,
já que não tinham meio de castigá-los,
por causa do povo.
Pois todos glorificavam a Deus
pelo que havia acontecido.
Palavra do Senhor.

Salmo do Sábado na Oitava da Páscoa

Salmo - Sl 117, 1.14-15. 16ab.18. 19-21 (R. 21a)

R. Dou-vos graças, ó Senhor, porque me ouvistes.

Ou: Aleluia, Aleluia, Aleluia

1Dai graças ao Senhor, porque ele é bom! *
'Eterna é a sua misericórdia!'
14O Senhor é minha força e o meu canto, *
e tornou-se para mim o Salvador.
15'Clamores de alegria e de vitória *ressoem pelas tendas dos fiéis.R.16aA mão direita do Senhor fez maravilhas, 
+16ba mão direita do Senhor me levantou, *
a mão direita do Senhor fez maravilhas!'
18O Senhor severamente me provou, *
mas não me abandonou às mãos da morte.R.19Abri-me vós, abri-me as portas da justiça; *
quero entrar para dar graças ao Senhor!
20'Sim, esta é a porta do Senhor, *
por ela só os justos entrarão!'
21Dou-vos graças, ó Senhor, porque me ouvistes *
e vos tornastes para mim o Salvador!R.

Evangelho do Sábado na Oitava da Páscoa

Evangelho - Mc 16,9-15

Ide pelo mundo inteiro e anunciai o Evangelho.
+ Proclamaçóo do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Marcos 16,9-15
9Depois de ressuscitar,
na madrugada do primeiro dia após o sábado,
Jesus apareceu primeiro a Maria Madalena,
da qual havia expulsado sete demônios.
10Ela foi anunciar isso aos seguidores de Jesus,
que estavam de luto e chorando.
11Quando ouviram que ele estava vivo
e fora visto por ela, não quiseram acreditar.
12Em seguida, Jesus apareceu a dois deles,
com outra aparência, enquanto estavam indo para o campo.
13Eles também voltaram e anunciaram isso aos outros.
Também a estes não deram crédito.
14Por fim, Jesus apareceu aos onze discípulos
enquanto estavam comendo,
repreendeu-os por causa da falta de fé
e pela dureza de coração,
porque não tinham acreditado
naqueles que o tinham visto ressuscitado.
15E disse-lhes:'Ide pelo mundo inteiro
e anunciai o Evangelho a toda criatura!
Palavra da Salvação.

Reflexão do Sábado na Oitava da Páscoa

Reflexão - Mc 16, 9-15


Para que possamos conhecer verdadeiramente Jesus, duas coisas são necessárias. A primeira é a atuação da graça divina que nos revela quem é Jesus na sua divindade e na sua atuação messiânica e a segunda é a nossa abertura a essa graça para que possamos acolher a atuação divina em nós. A partir desses dois elementos, podemos compreender melhor qual é o papel do evangelizador e qual a essência da nossa missão. Movidos pelo grande protagonista da missão que é o Espírito Santo, somos chamados a ser canais de graça na vida das pessoas e ao mesmo tempo a preparar os corações das pessoas para que sejam terreno fértil para o evangelho e acolham a Cristo em suas vidas.

SÃO FRANCISCO DE PAULA - Santo do Dia 02 de abril



No dia 27 de março de 1416, nasceu, numa família de lavradores, um menino que recebeu o nome de Francisco, em homenagem ao Pobrezinho de Assis. Sua família, muito religiosa, foi o berço de uma esplendorosa vocação. 
Aos onze anos, Francisco foi viver no convento dos franciscanos. Francisco começou a observar a regra com tanta exatidão, que se tornou modelo até para os frades mais experimentados nas práticas religiosas. 
Dois anos depois vestiu o hábito. Sua vida no convento franciscano foi cercada de prodígios. Encarregado da cozinha, Francisco colocou os alimentos na panela e esta sobre o carvão, esquecendo-se contudo de acendê-lo. Foi depois para a igreja rezar e entrou em êxtase, esquecendo-se da hora. Quando alguém, que passara pela cozinha e vira o fogo apagado, chamou-o perguntando se a refeição estava pronta, Francisco, sem titubear, respondeu que sim. E chegando à cozinha, encontrou o fogo aceso e os alimentos devidamente cozidos.


Algum tempo depois nosso jovem teve de retornar para a família pois estava com uma grave enfermidade nos olhos. Junto com seus pais pediu para que São Francisco de Assis o ajudasse a ficar curado. Assim, aos treze anos, curado de sua enfermidade, Francisco foi se dedicar à oração contemplativa e à penitência, nas montanhas da região. 
Viveu por cinco anos alimentando-se de ervas silvestres e água, dormindo no chão, tendo como travesseiro uma pedra. Fundou primeiro um mosteiro e com isso consolidou uma nova Ordem religiosa, que deu o nome de "Irmãos Mínimos". Seu lema era: "Quaresma perpétua", o que significava a observância do rigor da penitência, do jejum e da oração contemplativa durante o ano todo, seguida da caridade aos mais necessitados e a todos que recorressem à eles.


Francisco passava as noites em prece. Seu hábito era de um tecido grosseiro, que ele portava de dia e de noite. Seu rosto, sempre tranqüilo e ameno, parecia não se ressentir das austeridades que praticava nem dos efeitos da idade, pois era cheio, sereno e rosado. 
Sua fama de possuir dons de cura, prodígios e profecia chegaram ao Vaticano, e o Papa Paulo II resolveu mandar um comissário pessoalmente averiguar se as informações estavam corretas. Sabiamente o comissário papal constatou-se que Francisco de Paula era portador de todos esses dons. 
Depois, o Papa mandou que Francisco de Paula fosse à França, pois o rei, Luís XI, estava muito doente e desejava se preparar para a morte ao lado do famoso monge. A conversão do rei foi extraordinária. Antes de morrer restabeleceu a paz com a Inglaterra e com a Espanha e nomeou Francisco de Paula, diretor espiritual do seu filho, o futuro Carlos VIII, rei da França. 

Ele morreu, aos noventa e um anos de idade. A fama de sua santidade só fez aumentar, tanto que doze anos depois, em 1519, o Papa Leão X autorizou o culto de Santo Francisco de Paula, cuja festa litúrgica ocorre no dia de sua morte. 
Suas devoções particulares consistiam em cultuar o mistério da Santíssima Trindade, da Anunciação da Virgem, da Paixão de Nosso Senhor, bem como os santíssimos nomes de Jesus e Maria. 

Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR

quinta-feira

Primeira Leiturda da 5ª-feira na Oitava da Páscoa

1ª Leitura - At 3,11-26

Vós matastes o autor da vida,
mas Deus o ressuscitou dos mortos.
Leitura dos Atos dos Apóstolos 3,11-26
Naqueles dias:
11Como o paralítico não deixava mais Pedro e João,
todo o povo, assombrado,
foi correndo para junto deles,
no chamado 'Pórtico de Salomão'.
12Ao ver isso, Pedro dirigiu-se ao povo:
'Israelitas, por que vos espantais com o que aconteceu?
Por que ficais olhando para nós,
como se tivéssemos feito este homem andar
com nosso próprio poder ou piedade?
13O Deus de Abraão, de Isaac, de Jacó,
o Deus de nossos antepassados
glorificou o seu servo Jesus.
Vós o entregastes e o rejeitastes diante de Pilatos,
que estava decidido a soltá-lo.
14Vós rejeitastes o Santo e o Justo,
e pedistes a libertação para um assassino.
15Vós matastes o autor da vida,
mas Deus o ressuscitou dos mortos,
e disso nós somos testemunhas.
16Graças à fé no nome de Jesus,
este Nome acaba de fortalecer este homem
que vêdes e reconheceis.
A fé que vem por meio de Jesus lhe deu perfeita saúde
na presença de todos vós.
17E agora, meus irmãos,
eu sei que vós agistes por ignorância,
assim como vossos chefes.
18Deus, porém, cumpriu desse modo
o que havia anunciado pela boca de todos os profetas:
que o seu Cristo haveria de sofrer.
19Arrependei-vos, portanto, e convertei-vos,
para que vossos pecados sejam perdoados.
20Assim podereis alcançar
o tempo do repouso que vem do Senhor.
E ele enviará Jesus,
o Cristo, que vos foi destinado.
21No entanto, é necessário que o céu o receba,
até que se cumpra
o tempo da restauração de todas as coisas,
conforme disse Deus, nos tempos passados,
pela boca de seus santos profetas.
22Com efeito, Moisés afirmou:
'O Senhor Deus fará surgir, entre vossos irmãos,
um profeta como eu.
Escutai tudo o que ele vos disser.
23Quem não der ouvidos a esse profeta,
será eliminado do meio do povo'.
24E todos os profetas que falaram,
desde Samuel e seus sucessores,
também eles anunciaram estes dias.
25Vós sois filhos dos profetas e da aliança,
que Deus fez com vossos pais,
quando disse a Abraão:
'Através da tua descendência serão abençoadas
todas as famílias da terra'.
26Após ter ressuscitado o seu servo,
Deus o enviou em primeiro lugar a vós, para vos abençoar,
na medida em que cada um se converta de suas maldades.'
Palavra do Senhor.