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sexta-feira

Primeira Leitura do dia 11/07/2014 - Quinta-feira da 14ª Semana do Tempo Comum - S. Bento, abade, memória

1ª Leitura - Os 14,2-10
Não chamaremos mais 'deuses nossos'
a produtos de nossas mãos.
Leitura da Profecia de Oséias 14,2-10
Assim fala o Senhor Deus:
2Volta, Israel, para o Senhor, teu Deus,
porque estavas caído em teu pecado.
3Vós todos, encontrai palavras
e voltai para o Senhor;
dizei-lhe: 'Livra-nos de todo o mal
e aceita este bem
que oferecemos; o fruto de nossos lábios.
4A Assíria não nos salvará;
não queremos montar nossos cavalos,
não chamaremos mais 'Deuses nossos'
a produtos de nossas mãos;
em ti encontrará o órfão misericórdia.'
5'Hei de curar sua perversidade
e me será fácil amá-los,
deles afastou-se a minha cólera.
Serei como orvalho para Israel;
ele florescerá como o lírio
e lançará raízes como plantas do Líbano.
7Seus ramos hão de estender-se;
será seu esplendor como o da oliveira,
e seu perfume como o do Líbano.
8Voltarão a sentar-se à minha sombra
e a cultivar o trigo,
e florescerão como a videira,
cuja fama se iguala à do vinho do Líbano.
9Que tem ainda Efraim a ver com ídolos?
Sou eu que o atendo e que olho por ele.
Sou como o cipreste sempre verde:
de mim procede o teu fruto.
10Compreenda estas palavras o homem sábio,
reflita sobre elas o bom entendedor!
São retos os caminhos do Senhor
e, por eles, andarão os justos,
enquanto os maus ali tropeçam e caem.
Palavra do Senhor.

Salmo do dia 11/07/2014 - Quinta-feira da 14ª Semana do Tempo Comum - S. Bento, abade, memória

Salmo - 50,3-4. 8-9. 12-13. 14.17 (R. 17b)
R. Minha boca anunciará vosso louvor!

3Tende piedade, ó meu Deus, misericórdia! * 

Na imensidão de vosso amor, purificai-me! 
4Lavai-me todo inteiro do pecado, * 

e apagai completamente a minha culpa!R. 

8Mas vós amais os corações que são sinceros, * 

na intimidade me ensinais sabedoria. 
9Aspergi-me e serei puro do pecado, * 

e mais branco do que a neve ficarei.R. 

12Criai em mim um coração que seja puro, * 

dai-me de novo um espírito decidido. 
13ó Senhor, não me afasteis de vossa face, * 

nem retireis de mim o vosso Santo Espírito!R. 

14Dai-me de novo a alegria de ser salvo * 

e confirmai-me com espírito generoso! 
17Abri meus lábios, ó Senhor, para cantar, * 

e minha boca anunciará vosso louvor!R. 

Evangelho do dia 11/07/2014 - Quinta-feira da 14ª Semana do Tempo Comum - S. Bento, abade, memória

Evangelho - Mt 10,16-23
Não sereis vós que havereis de falar,
mas sim o Espírito do vosso Pai.
+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo São Mateus 10,16-23
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 
16Eis que eu vos envio como ovelhas no meio de lobos.

Sede, portanto, prudentes como as serpentes

e simples como as pombas. 
17Cuidado com os homens,

porque eles vos entregarão aos tribunais

e vos açoitarão nas suas sinagogas. 
18Vós sereis levados

diante de governadores e reis, por minha causa,

para dar testemunho diante deles e das nações. 
19Quando vos entregarem,

não fiqueis preocupados como falar ou o que dizer.

Então naquele momento vos será indicado o que deveis dizer. 
20Com efeito, não sereis vós que havereis de falar,

mas sim o Espírito do vosso Pai

é que falará através de vós. 
21O irmão entregará à morte o próprio irmão;

o pai entregará o filho;

os filhos se levantarão contra seus pais, e os matarão. 
22Vós sereis odiados por todos, por causa do meu nome.

Mas quem perseverar até o fim, esse será salvo. 
23Quando vos perseguirem numa cidade, fugi para outra.

Em verdade vos digo,

vós não acabareis de percorrer as cidades de Israel,

antes que venha o Filho do Homem.

Palavra da Salvação. 

Reflexão do Evangelho 11/07/2014 - Quinta-feira da 14ª Semana do Tempo Comum - S. Bento, abade, memória

Reflexão - Mt 10, 16-23
Todo aquele que quer ser discípulo de Jesus deve estar pronto para enfrentar os problemas decorrentes do discipulado. 

Ser discípulo de Jesus significa não aceitar os contravalores que estão presentes no mundo e que não permitem que haja vida e vida em abundância, mas denunciar esses contravalores como causa de sofrimento e, ao mesmo tempo, anunciar os valores do Evangelho. Ser discípulos de Jesus significa ser profeta da Nova Aliança e arcar com todas as conseqüências do agir profético, ou seja, a perseguição, o sofrimento e até mesmo a morte. 

A história da Igreja está repleta de mártires, profetas da Nova Aliança que, por acreditarem nos valores do Evangelho, foram perseguidos e derramaram seu sangue como o Cristo.

São Bento de Nórcia, vida de oração e meditação - Santo do dia - 11/07/2014

As informações sobre a vida de Bento nos foram transmitidas pelo seu biógrafo e contemporâneo, papa são Gregório Magno. No livro que enaltece o seu exemplo de santidade de vida, ele não registrou as datas de nascimento e morte. Assim, apenas recebemos da tradição cristã o relato de que Bento viveu entre os anos de 480 e 547.

Bento nasceu na cidade de Nórcia, província de Perugia, na Itália. Pertencia à influente e nobre família Anícia e tinha uma irmã gêmea chamada Escolástica, também fundadora e santa da Igreja. Era ainda muito jovem quando foi enviado a Roma para aprender retórica e filosofia. No entanto, decepcionado com a vida mundana e superficial da cidade eterna, retirou-se para Enfide, hoje chamada de Affile. Levando uma vida ascética e reclusa, passou a se dedicar ao estudo da Bíblia e do cristianismo.

Ainda não satisfeito, aos vinte anos isolou-se numa gruta do monte Subiaco, sob orientação espiritual de um velho monge da região chamado Romano. Assim viveu por três anos, na oração e na penitência, estudando muito. Depois, agregou-se aos monges de Vicovaro, que logo o elegeram seu prior. Mas a disciplina exigida por Bento era tão rígida, que esses monges indolentes tentaram envenená-lo. Segundo seu biógrafo, ele teria escapado porque, ao benzer o cálice que lhe fora oferecido, o mesmo se partiu em pedaços.

Bento abandonou, então, o convento e, na companhia de mais alguns jovens, entre eles Plácido e Mauro, emigrou para Nápoles. Lá, no sopé do monte Cassino, onde antes fora um templo pagão, construiu o seu primeiro mosteiro. 

Era fechado dos quatro lados como uma fortaleza e aberto no alto como uma grande vasilha que recebia a luz do céu. O símbolo e emblema que escolheu foram a cruz e o arado, que passaram a ser o exemplo da vida católica dali em diante.

As regras rígidas não poderiam ser mais simples: "Ora e trabalha". Acrescentando-se a esse lema "leia", pois, para Bento, a leitura devia ter um espaço especial na vida do monge, principalmente a das Sagradas Escrituras. Desse modo, estabelecia-se o ritmo da vida monástica: o justo equilíbrio, do corpo, da alma e do espírito, para manter o ser humano em comunhão com Deus. Ainda, registrou que o monge deve ser "não soberbo, não violento, não comilão, não dorminhoco, não preguiçoso, não detrator, não murmurador".

A oração e o trabalho seriam o caminho para edificar espiritual e materialmente a nova sociedade sobre as ruínas do Império Romano que acabara definitivamente. Nesse período, tão crítico para o continente europeu, este monge tão simples, e por isto tão inspirado, propôs um novo modelo de homem: aquele que vive em completa união com Deus, através do seu próprio trabalho, fabricando os próprios instrumentos para lavrar a terra. A partir de Bento, criou-se uma rede monástica, que possibilitou o renascimento da Europa.

Celebrado pela Igreja no dia 11 de julho, ele teria profetizado a morte de sua irmã e a própria. São Bento não foi o fundador do monaquismo cristão, que já existia havia três séculos no Oriente. Mas merece o título de "Pai do Monaquismo Ocidental", que ali só se estabeleceu graças às regras que ele elaborou para os seus monges, hoje chamados "beneditinos". Além disto, são Bento foi declarado patrono principal de toda a Europa pelo papa Paulo VI, em 1964, também com justa razão.

São Bento, rogai por nós!