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domingo

Segunda Leitura do dia 23/04/2014 - 7º Domingo do Tempo Comum - Ano A

2ª Leitura - 1Cor 3,16-23
Tudo é vosso. Mas vós sois de
Cristo, e Cristo é de Deus.
Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios 3,16-23
Irmãos:
16Acaso não sabeis que sois santuário de Deus
e que o Espírito de Deus mora em vós?
17Se alguém destruir o santuário de Deus,
Deus o destruirá,
pois o santuário de Deus é santo,
e vós sois esse santuário.
18Ninguém se iluda:
Se algum de vós pensa que é sábio nas coisas deste
mundo, reconheça sua insensatez,
para se tornar sábio de verdade;
19pois a sabedoria deste mundo
é insensatez diante de Deus.
Com efeito, está escrito:
'Aquele que apanha os sábios em sua própria astúcia',
20e ainda:
'O Senhor conhece os pensamentos dos sábios;
sabe que são vãos'.
21Portanto,
que ninguém ponha a sua glória em homem algum.
Com efeito, tudo vos pertence:
22Paulo, Apolo, Cefas,
o mundo, a vida, a morte, o presente, o futuro;
tudo é vosso,
23mas vós sois de Cristo,
e Cristo é de Deus.
- Palavra do Senhor.
- Graças a Deus!

Evangelho do dia 23/02/2014 - 7º Domingo do Tempo Comum - Ano A

Evangelho - Mt 5,38-48
Amai os vossos inimigos.
+ Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 5,38-48
Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos:
38Vós ouvistes o que foi dito:
'Olho por olho e dente por dente!'
39Eu, porém, vos digo:
Não enfrenteis quem é malvado!
Pelo contrário, se alguém te dá um tapa na face
direita, oferece-lhe também a esquerda!
40Se alguém quiser abrir um processo
para tomar a tua túnica, dá-lhe também o manto!
41Se alguém te forçar a andar um quilômetro,
caminha dois com ele!
42Dá a quem te pedir
e não vires as costas a quem te pede emprestado.
43Vós ouvistes o que foi dito:
'Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo!'
44Eu, porém, vos digo: Amai os vossos inimigos
e rezai por aqueles que vos perseguem!
45Assim, vos tornareis filhos
do vosso Pai que está nos céus,
porque ele faz nascer o sol sobre maus e bons,
e faz cair a chuva sobre justos e injustos.
46Porque, se amais somente aqueles que vos amam,
que recompensa tereis?
Os cobradores de impostos não fazem a mesma coisa?
47E se saudais somente os vossos irmãos,
o que fazeis de extraordinário?
Os pagãos não fazem a mesma coisa?
48Portanto, sede perfeitos
como o vosso Pai celeste é perfeito.'
- Palavra da Salvação.
- Glória a Vós, Senhor!

Apontamentos do 7º Domingo do Tempo Comum - 23/02/2014 - Ano A

7º Domingo do Tempo Comum 


- O texto do Evangelho e da 1ª leitura convida a uma escuta silenciosa e respeitosa, mais do que comentários. Pois corre-se o risco de, inadvertidamente, diminuir o vigor e a abrangência das sentenças de Jesus.

- Continua o Mestre propondo os fundamentos para um mundo novo, um convívio diferente baseado no perdão generoso - que supera a extensão de mágoa - universal - não exclui absolutamente ninguém - pródigo - sem condições e exigências. Jesus não admite desculpas nem justificativas, o modelo é o Pai!

- Não há escolha, quem opta seguir Jesus embarca nesta jornada de santidade que tem a perfeição do Pai como modelo e motivação. Diferente seria o mundo quando os cristãos, ao invés de se aterem e tantos penduricalhos, passarem a priorizar as propostas fundamentais de Jesus!

APONTAMENTOS
Para a Assembleia Dominical
Lecionário - anos A, B, C.

Pe. Charles Borg

São Policarpo – Bispo da Igreja primitiva - 23/02/2014

São Policarpo – Bispo da Igreja primitiva

Nascido em uma família cristã da alta burguesia no ano 69, em Esmirna, Ásia Menor, atual Turquia. Os registros sobre sua vida nos foram transmitidos pelo seu biógrafo e discípulo predileto, Irineu, venerado como o "Apóstolo da França" e sucessor de Timóteo em Lion. Policarpo foi discípulo do apóstolo João, e teve a oportunidade de conhecer outros apóstolos que conviveram com o Mestre. Ele se tornou um exemplo íntegro de fé e vida, sendo respeitado inclusive pelos adversários. Dezesseis anos depois, Policarpo foi escolhido e consagrado para ser o bispo de Esmirna para a Ásia Menor, pelo próprio apóstolo João, o Evangelista.

Foi amigo de fé e pessoal de Inácio Antioquia, que esteve em sua casa durante seu trajeto para o martírio romano em 107. Este escreveu cartas para Policarpo e para a Igreja de Esmirna, antes de morrer, enaltecendo as qualidades do zeloso bispo. No governo do papa Aniceto, Policarpo visitou Roma, representando as igrejas da Ásia para discutirem sobre a mudança da festa da Páscoa, comemorada em dias diferentes no Oriente e Ocidente. Apesar de não chegarem a um acôrdo, se despediram celebrando juntos a liturgia, demonstrando união na fé, que não se abalou pela divergência nas questões disciplinares.

Ao contrário de Inácio, Policarpo não estava interessado em administração eclesiástica, mas em fortalecer a fé do seu rebanho. Ele escreveu várias cartas, porém a única que se preservou até hoje foi a endereçada aos filipenses no ano 110. Nela, Policarpo exaltou a fé em Cristo, a ser confirmada no trabalho diário e na vida dos cristãos. Também citou a Carta de Paulo aos filipenses, o Evangelho, e repetiu as muitas informações que recebera dos apóstolos, especialmente de João. Por isto, a Igreja o considera "Padre Apostólico", como foram classificados os primeiros discípulos dos apóstolos.

Durante a perseguição de Marco Aurélio, Policarpo teve uma visão do martírio que o esperava, três dias antes de ser preso. Avisou aos amigos que seria morto pelo fogo. Estava em oração quando foi preso e levado ao tribunal. Diante da insistência do pro cônsul Estácio Quadrado para que renegasse a Cristo, Policarpo disse: "Eu tenho servido Cristo por 86 anos e ele nunca me fez nada de mal. Como posso blasfemar contra meu Redentor? Ouça bem claro: eu sou cristão"! Foi condenado e ele mesmo subiu na fogueira e testemunhou para o povo: "Sede bendito para sempre, ó Senhor; que o vosso nome adorável seja glorificado por todos os séculos". Mas a profecia de Policarpo não se cumpriu: contam os escritos que, mesmo com a fogueira queimando sob ele e à sua volta, o fogo não o atingiu. 

Os carrascos foram obrigados a matá-lo à espada, depois quando o seu corpo foi queimado exalou um odor de pão cosido. Os discípulos recolheram o restante de seus ossos que colocaram numa sepultura apropriada. O martírio de Policarpo foi descrito um ano depois de sua morte, em uma carta datada de 23 de fevereiro de 156,enviada pela igreja de Esmirna à igreja de Filomélio. Trata-se do registro mais antigo do martirológio cristão existente.

São Policarpo, rogai por nós!