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domingo

Reflexão da Liturgia - 14º Domingo do Tempo Comum - Ano A - 06/07/2014

É Jesus quem revela o Pai.

O profeta Zacarias viveu no século VI a.C., depois do retorno a Judá dos exilados na Babilônia. O livro que leva o nome do profeta Zacarias tem, ao todo, quatorze capítulos. No entanto, o livro não pertence a um mesmo autor. Duas ou mais mãos o escreveram. É geralmente aceito que os oito primeiros capítulos pertencem ao profeta e o restante a outro ou vários outros autores. Os dois versículos de nosso texto falam da volta vitoriosa e triunfante do rei à sua cidade, Jerusalém. Não se trata de um monarca da descendência davídica. O rei de que se fala nesses versículos é o próprio Deus que combate em favor do seu povo, destruindo todos os instrumentos de guerra e violência para selar a paz entre todas as nações.

Teria sido, em certo sentido, surpreendente para Jesus experimentar que aqueles que se diziam sábios, conhecedores e intérpretes da Palavra de Deus fossem os que lhe fizessem oposição, engajando-se em fazê-lo perecer. O contexto da perícope de hoje é a crítica de Jesus às cidades vizinhas ao Mar da Galileia que, beneficiadas pelo ensinamento e pelos atos de poder de Jesus, não se converteram, não se abriram ao sopro de sua palavra nem aderiram à sua pessoa. O hino de louvor de Jesus dirigido ao Pai é uma clara oposição a essas cidades que não se converteram. O que é escondido aos que se pretendem sábios e entendidos e o que é revelado aos “pobres de espírito”? O que está dito no v. 27 pode ser compreendido nesses termos: é Jesus quem revela o Pai. Somente quem se abre para reconhecer e aceitar Jesus como enviado do Pai é que pode conhecer a relação filial que une profundamente Jesus e Deus (cf. Jo 14,10-11; Cl 1,15). 

Jesus é não somente o Sábio, mas a “Sabedoria de Deus” que atrai todos a si e os instrui na Lei que o Senhor deu ao povo para preservar o dom da vida e da liberdade. O evangelho de hoje termina com um convite de Jesus àqueles que ainda estão fora do grupo dos seus discípulos. O “jugo” (ou fardo) era uma peça de madeira colocada sobre o pescoço do animal para equilibrar o peso que ele carregava. Na tradição bíblica, entre outros significados, ele se refere à Lei (Jr 2,20; 5,5). Jesus critica os escribas e fariseus por amarrarem pesados fardos sobre os ombros dos outros (Mt 23,4). Há um modo de interpretar a Lei e de pô-la em prática que tira a alegria e a vida, como se fosse um enorme peso a carregar. Ora, a Lei de Deus é para a vida e a liberdade, ela é um caminho para a vida e a felicidade (cf. Dt 30,16). Jesus, manso e humilde, se oferece para aliviar tal peso. A lei do Senhor é a lei do amor (Jo 15,12). No amor não há temor nem amargura.

Carlos Alberto Contieri, sj

quarta-feira

Reflexão da Liturgia do dia 12/02/2014 - Quarta-feira - 5ª Semana do Tempo Comum - Ano A

É uma tarefa diária para a nossa vida purificar o nosso interior! Que o Espírito Santo tire todas as impurezas que nos impedem de ter um coração verdadeiramente puro!
“Ele disse: ‘O que sai do homem, isso é que o torna impuro. Pois é de dentro do coração humano que saem as más intenções, imoralidades, roubos, assassínios, adultérios, ambições desmedidas, maldades, fraudes, devassidão, inveja, calúnia, orgulho, falta de juízo”’ (Mc 7, 20-22).
Meus queridos irmãos e irmãos, continuando a reflexão de Jesus sobre o sentido e a prática da religião, hoje o Senhor nos mostra que não existe nada mais sagrado, para a vivência da religião, do que ter um ”coração puro”. A pureza de coração é a tarefa principal da nossa vida. Nós gastamos tempo (e que bom que gastamos tempo!) para cuidar do nosso exterior. Sim, você vê as filas nos salões, o tempo que as pessoas gastam cuidando da barba, do bigode, do cabelo; e as mulheres cuidando das suas unhas. Que bom e como é importante fazer isso!  Se com essa mesma intensidade cuidássemos do nosso interior, a nossa beleza seria tão mais resplandecente, que nós gastaríamos muito menos com coisas externas e nos preocuparíamos bem menos com rugas e outras coisas mais. Porque é o que sai de dentro de nós que revela aquilo que nós somos.
É difícil, nós até conseguimos disfarçar, muitas vezes, nossas imperfeições com um sorriso falso, estica ali, estica aqui, nos as escondemos atrás de uma maquiagem e de uma bela roupa; mas o que vale é o que está dentro de nós.  O que nos torna impuros é aquilo que carregamos dentro do nosso interior. É o próprio Jesus quem nos diz que o adultério, a imoralidade, os roubos, as maldades, as fraudes, as devassidões, a calúnia, a maldade, etc., estão dentro do nosso coração. Por isso é uma tarefa diária para a nossa vida purificar o nosso interior!
Há muitos anos que, ao chegarmos à capital de São Paulo, vemos ali um trabalho que parece incansável para tentar descontaminar e despoluir o Rio Tietê. As máquinas tentando tirar as impurezas do rio, e como isso é difícil, porque deixaram as sujeiras se acumularem e crescerem, elas foram lá para o fundo do rio, e como é difícil retirá-las! Ele pode até parecer bonito, mas as águas dele já foram contaminadas.
Da mesma forma, nós até podemos parecer bonitos por fora, temos um belo sorriso, uma bela imagem, mas nós não podemos deixar de cuidar do nosso interior, do mais profundo da nossa alma. Há muita sujeira escondida, muita maldade escondida, muita impureza, muita raiva, muito ressentimento, muito rancor, coisas que fazem um mal terrível e que contaminam a nossa forma de falar. Quando menos imaginamos nós damos uma resposta atravessada e uma patada em alguém, quando menos imaginamos nós pensamos mal e querendo o mal do outro. Nós agimos assim porque as provocações não vêm de fora, elas vêm de dentro de nós, das coisas que não ficaram bem resolvidas em nosso interior.
Que Deus, no Seu amor infinito, nos dê essa alavanca maravilhosa, que se chama Espírito Santo, para que Ele venha purificar o nosso coração e o nosso interior, tirando todas as sujeiras e impurezas que nos impedem de ter um coração verdadeiramente puro!

sábado

Reflexão da Liturgia do dia 28/12/2013 - Santos Inocentes, Mártires, Festa - Tempo do Natal - Ano A

Não podemos mais permitir que nenhuma vida seja maltratada, nenhuma vida seja eliminada, a começar pela vida de nossas crianças.
Quando Herodes percebeu que os magos o haviam enganado, ficou muito furioso. Mandou matar todos os meninos de Belém e de todo o território vizinho, de dois anos para baixo, exatamente conforme o tempo indicado pelos magos” (Mt 2, 16).
Ainda estamos celebrando as alegrias do nascimento de Jesus Cristo e a Igreja nos permite contemplar diversas faces da presença de Deus no meio de nós. O relato do Evangelho de hoje, a festa que nós celebramos hoje, é sobre os santos inocentes, crianças de dois anos para baixo que foram assassinadas brutalmente pela maldade de Herodes, que queria matar Jesus, que queria de alguma forma eliminá-Lo. Com medo do seu trono ser ameaçado, por isso, ele mandou perseguir toda e qualquer criança daquela região que tivesse menos de dois anos, na certeza de que, de uma forma ou de outra, mataria Jesus.
José e Maria, avisados pelo anjo, fogem para o Egito e lá vão viver muitos anos, até que Herodes morra e, assim, eles possam voltar a viver em Nazaré.
O que este infanticídio de hoje diz ao nosso coração? Infelizmente, meus irmãos e irmãs, no mundo em que vivemos nem tudo é alegria e festa; nem todas as crianças podem comemorar, celebrar o Natal, ganhar presentes, sorrir… Nem todas as crianças têm pão para comer, roupa para vestir, nem todas as crianças são respeitadas na sua dignidade.
O infanticídio cometido por Herodes continua a acontecer no meio de nós, hoje, de diversas formas. A mais trágica delas ainda é o aborto; um dos crimes mais brutais e desumanos que existem, no qual crianças são assassinadas ainda no ventre de sua mãe. Elas são, na verdade, mártires, como as crianças do Evangelho de hoje.
Algumas crianças não morrem no ventre de sua mãe, mas vão morrendo aos poucos no meio de nós. A desnutrição infantil e a falta de condições dignas levam muitas crianças a se tornarem doentes, vítimas da fome, vítimas da guerra, vítimas das tragédias humanas. Milhões de crianças no mundo inteiro são vítimas de abusos, que vão acabando com a dignidade delas e vão, aos poucos, tirando o sentido da vida de muitas delas.
Hoje, muitos adultos sofrem, porque, quando eram crianças, sofreram este ou aquele tipo de abuso. No dia de hoje, nós queremos levantar a nossa voz, queremos levantar o nosso coração para nos unirmos ao Coração de Jesus em defesa dos nossos pequenos. Não podemos mais permitir que nenhuma vida seja maltratada, que nenhuma vida seja eliminada, a começar pela vida de nossas crianças.
Não podemos mais permitir a prostituição infantil nem o abuso de crianças! Não podemos mais permitir a pedofilia ou qualquer outro crime que tire a dignidade dos nossos pequenos. O reino dos céus é de quem se parece com elas! Nós amamos o sorriso dos pequenos, mas não podemos ter a nossa mente e o coração fechados! E nos comportarmos com indiferença, porque ao nosso lado existem crianças sofrendo.
Não cuidemos só do nosso filho ou da nossa filha. Claro, cuidemos dos nossos em primeiro lugar, a obrigação de cada pai, cada mãe, é cuidar do seu filho e da sua filha. Mas, uma vez que somos filhos de Deus, precisamos cada vez mais unir forças para defender a vida de nossas crianças.
O Natal vai ser apenas uma euforia se resumirmos o sentido natalino a trocarmos presentes, a darmos roupas novas para nossos filhos e brinquedos e nos esquecermos de que milhões e milhões de crianças continuam sendo martirizadas, sofridas e penalizadas pela brutalidade humana.
Deus abençoe e proteja nossas crianças desde o ventre de suas mães!

sexta-feira

Reflexão da Liturgia do dia 27/12/2013 - São João, Apóstolo e Evangelista, Festa - Tempo do Natal

São João Evangelista ou apóstolo João foi um dos doze apóstolos de Jesus e, além do Evangelho, também escreveu três epístolas e o Livro do Apocalipse.
João seria o mais novo dos doze discípulos; tinha, provavelmente, cerca de vinte e quatro anos de existência à altura do seu chamado por Jesus. Consta que seria solteiro e vivia com os seus pais em Betsaida. Era pescador de profissão – consertava as redes de pesca. Trabalhava junto com seu irmão Tiago e em provável sociedade com André e Pedro.
As heranças deixadas nos escritos de João demonstram uma personalidade extraordinária. De acordo com as descrições, ele seria imaginativo nas suas comparações, pensativo e introspectivo em suas dissertações e pouco falador como discípulo. É notório o seu amadurecimento na fé pela evolução da sua escrita.
Segundo os registros do Novo Testamento, João foi o apóstolo que seguiu com Jesus na noite em que Ele foi preso. O apóstolo foi corajoso a ponto de acompanhar o seu Mestre até a morte na cruz.
Em seu Evangelho, encontramos seis cenas em que aparece um discípulo anônimo. Algumas vezes, ele é caracterizado como “o discípulo amado” ou como “o discípulo a quem Jesus amava”. Assim  acontece no encontro com Jesus, junto a João Batista na última ceia, na condução de Jesus preso no pátio do sumo sacerdote, junto à cruz com Maria, nessa narrativa de hoje, do encontro do túmulo vazio e na pesca milagrosa com o ressuscitado no mar da Galileia.
A tradição o identificou com João, irmão de Tiago, cujo nome não aparece neste Evangelho, pois seria ele o seu próprio autor. No encontro do túmulo vazio, enquanto Maria Madalena e Pedro ficam perplexos, este discípulo destaca-se por crer na presença viva de Jesus sem vê-Lo. Sem necessidade de aparições do Ressuscitado, o apóstolo tem uma fé penetrante que reconhece a eternidade de Jesus em sua humanidade, a partir da experiência que teve de seu convívio e de seu testemunho de amor.
A História conta que João esteve presente e ao alcance de Jesus até a última hora. A ele foi entregue a missão de tomar conta de Maria, a mãe de Cristo. Jesus, como Filho único de Maria, tinha a responsabilidade de cuidar de Sua mãe após a morte de Seu pai José (quanto aos supostos “irmãos” de Jesus designados nos Evangelhos, os linguistas e historiadores sérios atestam que, em aramaico, antigo idioma utilizado por Jesus, as palavras que designavam “irmãos” eram utilizadas indistintamente para primos e outros parentes).
Jesus poderia, é claro, ter passado esta incumbência para algum de seus supostos irmãos – se Ele realmente os tivesse -, mas a entregou aos cuidados de Seu melhor amigo: João (sendo tal argumento mais uma prova consistente de que Jesus não teve irmãos carnais).
Depois da morte e martírio de Tiago, João teria partido para a Ásia Menor, onde dirigiu a importante e influente comunidade cristã de Éfeso, fundada por Paulo anos antes. João esteve várias vezes na prisão, foi torturado e exilado na Ilha de Patmos, onde teria escrito o Apocalipse por um período de cerca de quatro anos, até que o cruel imperador Domiciano foi assassinado e o manso imperador Nerva chegasse ao poder em Roma.
De todos os doze apóstolos, João Zebedeu finalmente tornou-se o mais destacado teólogo. Ele morreu de morte natural, em Éfeso, no ano 103 d.C., quando tinha 94 anos.
Que ele nos ajude a proclamar, cada dia, que o sepulcro de Cristo continua vazio. Porque “Ele não está aqui, ressuscitou como havia dito”.

quinta-feira

Reflexão da Liturgia do dia 26/12/2013 - Santo Estevão, o primeiro mártir, Festa - Tempo do Natal

Reflexão da Liturgia - Santo Estevão, o primeiro mártir, Festa

Nós somos chamados  a testemunhar Jesus com a nossa vida!
Estêvão, cheio do Espírito Santo, olhou para o céu e viu a glória de Deus e Jesus, de pé, à direita de Deus” (Atos dos Apóstolos 7,54-55).
Meus queridos irmãos e irmãs, nós estamos celebrando a oitava do nascimento de Jesus Cristo. Ontem foi Natal, hoje é Natal, amanhã será Natal e depois nós continuamos, com pelo menos oito dias, celebrando-o como se fosse um único dia.
Hoje a liturgia, em vez de usar a cor branca, dourada na festa, nós usamos a cor vermelha. Por que usamos a cor vermelha, cor do sangue, a cor do martírio, em plena celebração do Natal do Senhor? Porque a vida que esse Menino trouxe, a vida que Jesus trouxe a nós, levantou uma legião de homens e mulheres, na história, que se apaixonaram por Ele e foram capazes de derramar seu sangue por causa d’Ele.
O primeiro deles é Estêvão, o protomártir da Igreja. O livro sagrado dos Atos dos Apóstolos conta para nós que ele foi apedrejado por testemunhar o seu amor a Jesus Cristo, por não negar o seu amor a Ele. Por confessar, até o último instante, que jamais renegaria a sua fé por qualquer perseguição ou sofrimento.
Os cristãos ainda sofrem no mundo inteiro. Em alguns lugares o sofrimento é maior, pois a fé cristã, o seguimento de Jesus, o amor a Jesus Cristo, não é permitido, não se pode celebrar o nome do Senhor, invocar o Seu nome. Hoje queremos nos lembrar de milhões de cristãos que sofrem o martírio para testemunhar a sua fé em alguns países em que esta não é aceita. De um lado ou de outro do mundo, vemos pessoas sofrerem para poder viver a sua fé.
No meio de nós, muitas vezes, também sofremos o martírio para vivermos firmes na fé. Para guardarmos a nossa fé e a nossa confiança n’Ele. Alguns conseguem ser firmes e perseverantes; alguns conseguem testemunhar a sua fé até o fim. Sofrem perseguições, calúnias, incompreensão, não aceitação. Ainda mais quando viver a fé hoje é uma questão de testemunho de martírio. Não é uma questão de simplesmente dizer: ‘Eu sou cristão, eu creio em Jesus Cristo’. É uma questão de levar a vida em nome de Jesus.
Quando olhamos para os acontecimentos dos últimos tempos, quando olhamos até para celebrações de Natal em muitas casas e em muitas famílias, vemos que muitas destas comemorações estão mais para pagãs do que para cristãs. O que podemos fazer? Sermos testemunhas de Jesus! Nós somos chamados a amar e a testemunhar Jesus com a nossa vida!
Continuando neste espírito natalino, continuando celebrando a presença maravilhosa de Jesus no meio de nós, hoje somos convidados a testemunhar e a dar a nossa vida por causa do Senhor.

quarta-feira

Reflexão da Liturgia do dia 18/12/2013 - Quarta - 18 de dezembro - ÚLTIMOS DIAS ANTES DO NATAL

Leve Maria para sua casa como fez José. E você não precisa ter receio, porque amar Nossa Senhora não é nenhum pecado. Quem primeiro a amou foi Deus!
“Enquanto José pensava nisso, eis que o anjo do Senhor apareceu-lhe, em sonho, e lhe disse: ‘José, Filho de Davi, não tenhas medo de receber Maria como tua esposa, porque ela concebeu pela ação do Espírito Santo’” (Mt 1,20). 
Você que na narração do Evangelho, segundo São Mateus, ele nos conta como foi o nascimento de Jesus, a origem d’Ele, e como Maria – grávida por obra e por ação do Espírito Santo – totalmente cheia do Espírito, ela pôde conceber Jesus. 
Mas José não tinha pleno conhecimento daquilo que estava acontecendo com Maria, da obra que Deus estava realizando na vida e no ventre dela, os segredos de Deus que agora se realizavam plenamente na Bem-Aventurada, a sempre Virgem Maria. 
José, por querer ser justo e não querer ver a sua esposa ser difamada e apedrejada, ou seja, ser realmente condenada pelos homens, resolve fazer isso de forma secreta. Ele não foi procurar saber dela o que, de fato, havia acontecido com ela. Mas a Santíssima Virgem Maria, de tão maravilhada daquilo que Deus realizava nela, se recolheu no silêncio da contemplação, para contemplar aquilo que o Todo-poderoso realizava em sua vida. 
Ah, José! Ele teve medo, receio, dúvida, incerteza… Mas a palavra do anjo foi poderosa nesse momento: “Não temas, José! Não tenhas medo de receber Maria, porque o que nela está sendo concebido é obra e ação do Espírito Santo”. Daquela hora em diante, José recebeu Maria em sua casa. 
Deixe-me dizer a você: não tenha também medo de receber Maria. Não tenha medo de amar Maria. Não tenha medo de estar próximo – mas bem próximo mesmo! – e amar, do fundo do seu coração e da sua alma, aquela que Deus escolheu para ser templo da morada do Eterno no meio de nós, templo da morada do Seu Filho no meio de nós. Tudo o que se realiza no ventre da Virgem Maria é obra do Espírito Santo. 
Receba Maria na sua casa. Leve-a para sua casa como fez José. E você não precisa ter receio, porque amar Nossa Senhora não é nenhum pecado. Quem primeiro amou Maria foi Deus! Foi Deus quem a escolheu, foi Deus quem a fez plena do Espírito para poder conceber Jesus. 
Eu hoje, como São José, quero receber Maria. Quero abrir as portas da minha casa, do meu coração e da minha vida para que aquela, que foi escolhida para ser a Mãe de Jesus, também possa ser a minha Mãe. Cuidar de mim, tomar-me em seus braços maternos, me acolher, orientar e conduzir. 
Preparando o Natal do Senhor, eu convido você a receber aquela que trouxe para nós a Luz Eterna, que é Jesus Cristo. Não tenha medo de receber a Virgem Maria na sua casa e na sua vida. 

quinta-feira

Reflexão da liturgia do dia 12/12/2013 - 2ª Semana do Advento - Ano A - Nossa Senhora de Guadalupe, Festa

Nós não estamos sozinhos! Nós temos uma Mãe que nos pega no colo, nos ampara, nos mostra a direção e nos aponta: “Fazei tudo o que meu Filho Jesus vos disser” (João 2, 5). 
“Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do teu ventre! Como posso merecer que a mãe do meu Senhor me venha visitar?” (Lc 1,42-43). 
E com alegria que nos unimos a todos os nossos irmãos latino-americanos, que hoje celebram a nossa Padroeira: Nossa Senhora de Guadalupe, a Virgem  Mãe, a qual apareceu ao índio Juan Diego, representando todas as classes e nações, ao receber a visita da Mãe de Deus e ao receber o consolo do céu por intermédio da Virgem de Guadalupe.
O milagre que aconteceu a Juan Diego e tudo aquilo que Nossa Senhora manifestou a ele, o caminho da libertação que ela mesmo plantou, é um consolo também para nós. A Santíssima Virgem disse a Juan Diego: “Eu sou tua Mãe”. E hoje Maria está dizendo isso a mim e a você também: “Eu sou tua Mãe”. 
Maria é aquela mesma Mãe que visitou Isabel. Maria é a Mãe que já visitou todas as nações. Maria é aquela que é a precursora de seu Filho Jesus. A presença de uma Mãe que vem trazer paz, tranquilidade, consolo e certeza de que nós não estamos sozinhos. A Mãe de Deus está conosco! 
Maria é nossa companheira na jornada. Ela é uma de nós. Mulher, ser humano, viveu, sofreu, passou pelos apertos e dificuldades… Mas ela foi toda de Deus. E hoje, no céu, ela vive para cuidar dos seus filhos, acolhê-los eternamente na morada celeste, junto de seu Filho Jesus. 
Mas Nossa Senhora também caminha conosco nesta terra. Maria é um sinal de esperança, de dias melhores. Ela é um sinal que nos aponta o caminho do céu, o caminho da vitória. 
O que nós precisamos é fazer como Isabel, como fez Juan Diego, como fizeram todos aqueles que tiveram a graça de ser visitados pela Mãe de Deus: abrir as portas, abrir o coração, para que a Virgem Maria venha estar no meio de nós. 
Você não quer receber Maria na sua casa hoje? Você não quer que a Mãe de Deus venha, hoje, ficar com você, ouvir você, estar com você em tudo aquilo que sua casa e sua família vivem? Ela quer dizer hoje para sua casa: “Eu sou tua Mãe”. E você sabe que a presença de uma mãe faz toda a diferença em nossa vida! 
Nós não estamos sozinhos! Nós temos uma Mãe que nos pega no colo, nos ampara, nos mostra a direção e nos aponta: “Fazei tudo o que meu Filho Jesus vos disser” (João 2, 5). 
Ó Mãe santíssima, Virgem Senhora de Guadalupe, todos nós seus filhos latino-americanos nos colocamos hoje em tuas mãos, Mãe querida. Pedimos especialmente que a Senhora cuide do nosso coração, da nossa casa, da nossa família, das inquietações que existem em nosso coração, em nossa alma. Tu és nossa Mãe e nós somos teus filhos.

Reflexão da Liturgia do dia - 21/11/2013 - Apresentação de Nossa Senhora, Memória

Quando vimos Maria sendo apresentada ao Senhor no Templo, também pensamos o quanto nós precisamos assumir a nossa própria vocação, nossa pertença a Deus.
Jesus disse: “Eis minha mãe e meus irmãos. Pois todo aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe” (Mt 12,49-50).
Na liturgia de hoje, é com muita alegria que celebramos a festa da memória festiva da Apresentação de Nossa Senhora. Conforme o costume judaico, de acordo com a Tradição, Maria foi apresentada no Templo. Essa apresentação tem um significado muito especial de entrega, de consagração, de pertença. 
Maria nasceu para ser toda de Deus, para ser instrumento nas mãos d’Ele, para colaborar na salvação da humanidade. Desde pequena, seus pais, Ana e Joaquim, a levavam ao Templo para ser consagrada. Eles a educaram para que ela crescesse na fidelidade de Israel, para que crescesse temente a Deus. Os pais, com certeza, não sabem quais são os desígnios que foram reservados para essa menina, mas eles tinham consciência de que a filha deles havia nascido para ser do Senhor. 
É obvio que, ao longo da história, ao longo de seu crescimento, Deus foi se revelando a ela, até que, definitivamente, o Arcanjo Gabriel veio ao encontro dela para lhe revelar a plenitude da escolha divina, o desígnio que Deus tinha para ela. 
Meus irmãos, quando vimos Maria sendo apresentada ao Senhor no Templo, também pensamos o quanto nós precisamos assumir a nossa própria vocação, o nosso próprio chamado a sermos cristãos, a assumirmos a nossa pertença a Deus. Isso toca em nossa memória, de quando ainda éramos crianças, pois fomos levados ao Templo, à Igreja para sermos batizado, para ser consagrados a Deus, entregues à causa d’Ele. 
Quando os padres ungem o peito de uma criança com o óleo catecumenal, eles estão consagrando essa criança para que ela seja filho (a) de Deus. A marca da unção está em nós, somos ungidos no peito e também na testa com o santo óleo do Crisma para dizer: “Somos marcados para sermos propriedades do Senhor”. 
Se nós levássemos a sério o nosso batismo, seríamos como Maria nas mãos de Deus: um instrumento eficaz para a salvação da humanidade. Cada um de nós pode colaborar com Ele para que o mundo seja melhor, para que o mundo seja salvo, para que conheça a redenção divina. Basta que levemos a sério o nosso batismo, basta que cada pai e mãe tome consciência da educação cristã que precisa dar a cada uma das nossas crianças a partir das águas batismais. 
O batismo nos aponta a direção daquilo que Deus tem para nós. Felizmente, hoje, não faltam crianças batizadas, o que falta são pais que conscientizem seus filhos da missão, da consagração, da entrega que cada um de nós assumiu a partir do nosso batismo. 

segunda-feira

Reflexão da Liturgia do dia - 04/11/2013 - São Carlos Barromeu

A gratuidade é a marca do coração daqueles que servem a Deus com pureza de coração. É fazer uma coisa sem esperar que, com isso, possa ter algo em troca.
“Pelo contrário, quando deres uma festa, convida os pobres, os aleijados, os coxos, os cegos. Então serás feliz! Porque eles não te podem retribuir” (Lc 14,13-14a).
A Palavra de Deus ao nosso coração é para refletirmos o sentido da gratuidade na vida de um cristão, na vida de um homem, de uma mulher que buscam viver a vontade do Senhor. A gratuidade é é viver e fazer as coisas sem esperar nada em troca: recompensa, elogio, reconhecimento, valorização. 
Meus irmãos, as relações que estabelecemos uns com os outros são marcadas por essa mentalidade mercantilista, capitalista, do “é dando que se recebe”, “eu faço isso para receber aquilo”. E a pergunta que alguém sempre lhe faz é: “O que eu ganho com isso? O que eu levo em troca?”.
Essa mentalidade nós levamos para nossa relação com Deus: “Eu faço isso, para Deus me dar aquilo”, “Eu vou fazer desta forma para receber o dobro do Senhor”. Às vezes, as pessoas querem fazer um negócio com Deus, querem ser reconhecidas, recompensadas pelas orações que fazem, pelos sacrifícios que fizeram, pelos esforços. “Deus tem que me recompensar! Deus tem que me dar o dobro!”.
Não, meus irmãos! A gratuidade é a marca do coração daqueles que servem o Senhor com pureza de coração. E na nossa relação uns com os outros precisamos aprender a fazer assim também! Não faça as coisas, não faça “banquetes” – no bom sentido da palavra! – para ser chamado e reconhecido pelos outros.
Busque fazer a sua caridade, busque viver com intensidade o seu gesto de amor para com o outro sem esperar nenhuma retribuição, sem aquele coração que, de repente, diz assim: “Eu só dei! E o que foi que recebi?”. Se você dá algo a alguém, se você quer fazer algo em favor de alguém, que nunca seja esperando algo em troca, porque senão você já perdeu todo o sentido da caridade, foi um comércio aquilo que você fez, um negócio.
Negócios são assim: você faz para receber. Amor não! Amor ao próximo, amor caridade, amor evangélico nós fazemos sem esperar nada em troca.

domingo

Reflexão da Liturgia do dia - 03/11/2013 - Solenidade de todos os Santos

Busquemos a santidade como nosso compromisso de vida e celebremos todos os nossos amigos santos.
“Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos Céus” (Mt 5,3).
Com muito amor e com muita alegria celebramos, hoje, o “Dia de Todos os Santos”. Ontem, celebramos a Igreja padecente no purgatório; hoje, celebramos a Igreja triunfante, daqueles que já participam da glória feliz de Deus por toda a eternidade.
A “Festa de Todos os Santos” tem uma particularidade muito especial para nós. Existe no Céu uma multidão numerosa de homens e mulheres que adoram a Deus sem cessar, face a face: é a multidão dos homens e das mulheres que viveram aqui nesta terra e levaram uma vida de acordo com a vontade do Senhor. Esses já são santos, já participam da beatitude, da felicidade suprema junto de Deus, ainda que não tenham sido nem venham a ser canonizados, porque a Igreja não canoniza todas as pessoas.
Aqueles que nós chamamos de santos, aqueles que são canonizados, são para nós referenciais de vida, porque viveram a santidade de forma extraordinária, mas o Céu tem uma multidão “mil vezes maior” do que aquela lista de santos que todos nós conhecemos na Igreja.
O nosso avô, a nossa avó, talvez nosso pai e nossa mãe, parentes, amigos, pessoas que nós conhecemos, que viveram uma vida de acordo com a vontade de Deus, eles já estão no Céu. Hoje, nós estamos celebrando todos os santos, e desejamos, um dia, fazer parte dessa grande multidão em festa, em júbilo, participantes da alegria celeste do Senhor.
Temos de corresponder a esse convite para vivermos na santidade. É um compromisso de vida! A santidade é o passaporte que nos permite entrar no Céu, ela abre todas as portas do coração de Deus. Santidade é ter uma vida correta, justa, honesta, é viver mergulhado em Deus, praticando a vontade d’Ele com tudo aquilo que vivemos. Ela manifesta-se na pobreza do Espírito, na aflição da alma, na mansidão do coração, na pureza, na misericórdia. Santidade é promover a paz e saber sofrer por amor a Deus e ao Seu Reino.
Busquemos a santidade como nosso compromisso de vida e celebremos todos os nossos amigos santos, toda essa legião de homens e mulheres que estão fazendo parte do coro celeste.

sábado

Reflexão da liturgia do dia - 02/11/2013 - Comemoração dos Fiéis Defuntos

O dia de hoje nos convida a refletirmos sobre o sentido que damos à nossa vida. Para que caminhamos nesta terra?
“Então Jesus disse: ‘Eu sou a ressurreição e a vida. Quem crê em mim, mesmo que morra, viverá. E todo aquele que vive e crê em mim não morrerá jamais’” (Jo 11,25-26).
Hoje, todos nós acordamos com o nosso coração saudoso, lembrando de todos aqueles nossos entes queridos que faleceram, que já partiram para a eternidade. Faz parte da nossa obrigação cristã, do nosso compromisso cristão, ir à Missa, ao cemitério e rezarmos em nossa oração particular por nossos irmãos que já faleceram, que já partiram para outra vida.
É um dever de caridade, mas, acima de tudo, é um gesto de amor orarmos pelas almas que precisam e necessitam da nossa oração. A verdade é que o dia de hoje nos convida a refletirmos sobre o sentido que damos à nossa existência. Para que caminhamos aqui nesta terra? Nós não temos morada permanente aqui embaixo; nascemos para a eternidade. Aqui, nós apenas estamos em busca de um bem maior que nos espera no Céu.
Na verdade, para aqueles que olham para a sua vida material, a morte é uma tristeza, uma calamidade. Mas para nós que cremos, ela é a porta de abertura para a eternidade, é o nosso encontro definitivo com Deus, nosso Pai.
No dia de hoje, não devemos apenas visitar nossos mortos no cemitério e termos saudades de quem já se foi, mas refletirmos sobre a nossa própria vida. Eu vivo buscando as coisas do Alto? Eu tenho esperança nos bens celestes ou vivo a minha vida só para esta terra? O sentido da minha vida está só no tempo presente, nas coisas que eu vivo aqui neste mundo? Nós não podemos perder o sentido de eternidade, nós não podemos nos esquecer de que fomos feitos para o Céu, para vivermos para sempre junto de Deus.
Então, por mais que bata a dor da saudade, por mais que qualquer partida deixe um vazio em nosso coração, esse é preenchido pela chama da esperança, da Ressurreição, da vida gloriosa que o Senhor mesmo nos prometeu. A Ressurreição do Senhor deve ser a luz que conduz os nossos passos, a chama acesa em nosso coração.
O nosso Deus não é o Deus da morte, mas da vida! E o que nós esperamos é também um dia participarmos da eternidade feliz junto d’Ele.
Que as almas de todos os fiéis do purgatório, dos nossos entes queridos, de todos aqueles que já partiram, gozem da presença eterna do Pai.

domingo

Reflexão do Evangelho 13/10/2013 - 28º Domingo do Tempo Comum - Ano C

Precisamos aprender com este leproso do Evangelho que não basta pedir, e que um

coração egoísta é incapaz de reconhecer a grandeza do amor de Deus.

“Um deles, ao perceber que estava curado, voltou glorificando a Deus em alta voz” (Lc 17,15).
Foram dez os leprosos que tentaram se aproximar de Jesus. A situação da lepra, na época de Jesus, era uma coisa muito dolorosa. Esses dez leprosos pararam a uma certa distância de Jesus, pois quem era leproso não podia se aproximar de quem não tinha lepra.
A lepra era uma impureza, não só material, mas também impureza no sentido religioso da Palavra, e por isso os leprosos mantiveram-se à distância, pois sabiam que Jesus podia fazer algo por eles. Por este motivo que de longe gritaram: “Jesus, tenha compaixão de nós!”. E Jesus pede que eles se apresentem aos sacerdotes. Enquanto eles deram atenção à Palavra de Jesus e foram adiante, perceberam no meio do caminho que estavam curados. A lepra havia desaparecido!
Mas, somente um voltou para agradecer. É importante lembrar que esse “um” era estrangeiro, não era judeu, não fazia parte do povo eleito, não era parte desse povo consagrado ao Senhor. Esse único estrangeiro, esse samaritano, voltou glorificando e bendizendo o nome do Senhor.
Jesus, então, diz a ele: “Levanta-te e vai! Tua fé te salvou”.
Hoje, nós precisamos aprender com este leproso do Evangelho que não basta pedir. A religião que só pede benefícios, que só busca receber os benefícios de Deus, mas não é capaz de nos ensinar a ter um coração grato, que glorifica o Senhor, nos mantêm cativos das nossas lepras e impurezas, porque a pior delas se chama “egoísmo”. E um coração egoísta é incapaz de reconhecer a grandeza do amor de Deus.
Essa maldita “lepra” que nos faz egoístas e orgulhosos, nos mantêm cativos de nós, presos ao nosso pecado; faz de nós pessoas que reclamam por tudo e quase não agradecem por nada, faz de nós pessoas muito ociosas, com um desejo, com ímpeto de somente receber graças e não viver em ação de graças.
A graça já acontece, a libertação vem ao nosso caminho, ao nosso encontro, quando temos um coração agradecido, quando sabemos reconhecer Deus na nossa vida. Seja mais agradecido! Seja mais homem e mulher do louvor, da ação de graças! Retire da sua vida o mal da murmuração, da reclamação, de viver sempre dizendo que as coisas não andam boas e tudo está mal.
O Deus de bondade está conosco. A Ele todo o louvor, toda a glória, toda a honra, toda ação de graças, pois quando você entrega o seu coração ao louvor, a bendizer o nome do Senhor, você verá que – a começar pela sua cabeça – aquilo que tanto o importuna e o deixa “para baixo”, já vai estar deixando a sua vida.

Reflexão da Liturgia - 18/08/2013 - Assunção de Nossa Senhora

“Então, apareceu no céu um grande sinal: uma mulher vestida de sol, tendo a lua debaixo dos pés e sobre a cabeça uma coroa de doze estrelas” (Ap 12,1).
Hoje, nós celebramos, no Brasil, a solenidade da Assunção de Nossa Senhora ao Céu. Que beleza contemplarmos a Bem-aventurada sempre Virgem Maria sendo glorificada por Deus em corpo e alma.
Por que a Maria coube tamanho privilégio e tamanha graça? Por tudo aquilo que Deus fez nela, assim como ela cantou no Magnificat: “O Todo-poderoso fez por mim grandes coisas, santo seja o Seu nome”.
Ela foi concebida sem a mancha do pecado original em vista dos méritos de Jesus Cristo nosso Senhor e Salvador, pelo fato de ter sido concebida e a sua vida ter sido preservada do pecado. A Maria foi guardada e reservada a graça primeira de ser assunta ao Céu em corpo e alma.
Nossa Senhora para nós é a primeira a ser glorificada e exaltada pelo Senhor nosso Deus, ela é um sinal de que devemos também ser santos de corpo, alma e espírito. Que todo nosso ser seja entregue ao mistério do amor de Deus. Não podemos nos deixar corromper pelo pecado que obscurece a nossa mente, o nosso corpo e, assim, nos tornamos vítimas da maldade que há no mundo.
Maria foi preservada e manteve-se fiel ao desígnio de Deus para sua vida; é por isso que hoje celebramos, de forma tão festiva, esse mistério maravilhoso do amor divino da Bem-aventurada, sempre Virgem Maria.
Nós olhamos para o Céu e a contemplamos na presença do Pai, exaltada e coroada como Rainha do Céu e da Terra, pedimos que ela interceda por nós, peça por nós para que, um dia, também possamos participar da glória de Deus.
Que Maria nos ajude na caminhada aqui na Terra para continuarmos olhando para o Céu que nos espera.
Amém.